A discussão a respeito da descriminalização do comércio de
drogas no maior país da América Latina vem sido tema importantíssimo nos
debates políticos promovidos ao longo dos últimos dias, visando a disputa pelos
cargos eleitorais que acontece em outubro deste ano.
De um lado, o eleitorável pelo Partido Verde (PV), Eduardo
Jorge, defende que o Brasil, para tratar a principal atividade financiadora do
crime organizado, deve seguir o exemplo de seu vizinho Uruguai e convergir na
direção da descriminalização da venda de drogas.
A contraponto, outros candidatos vêm nesse tipo de proposta
um eminente conflito com o ideal de família que defendem, como o caso do Pastor
Everaldo, do Partido Social Cristão (PSC). Outros candidatos mantem a posição
de que não se deve haver mudança na forma de tratamento da questão, ainda que
sem uma postura contundente derivada de sua ligação com o pensamento religioso.
Talvez a proposta que causa mais espanto dentre as apresentadas
é a defendida pelo candidato Aécio Neves, do Partido da Social Democracia
Brasileira (PSDB), por afetar a política externa do país. Aécio sinaliza que
cogita romper relações diplomáticas com os países produtores de drogas, algo
que influenciaria as relações entre os mesmo em todas as outras esferas em que
poderia haver cooperação entre ambos.
Por Renato Henrique Valenzola.
