segunda-feira, 17 de novembro de 2014

OMS estabelece metas contra emissão de poluentes por queima de combustíveis dentro de casa


A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressaltou na última quarta-feira (12) os perigos da queima de combustíveis– como o carvão não processado e o querosene – dentro de casa e estabeleceu metas de redução das emissões de poluentes prejudiciais à saúde de fogões domésticos, aquecedores e lâmpadas à base de combustíveis.
Cerca de 3 bilhões de pessoas ainda não possuem acesso a combustíveis e tecnologias limpas para atividades cotidianas, como a preparação de alimentos, o aquecimento e a iluminação.
Estima-se ainda que 4,3 milhões de pessoas no mundo morram a cada ano pela poluição dentro de casa, que pode levar a derrames e doenças cardíacas e pulmonares – como a pneumonia infantil e o câncer de pulmão. Crianças e mulheres são particularmente vulneráveis ao problema.
As orientações da OMS são o resultado de anos de pesquisas sobre os impactos da poluição do ar dentro de casa. Foram também realizados exames cuidadosos dos níveis de emissões poluentes ideais para que sejam atingidos os padrões de qualidade do ar da Organização.
“Se as novas metas de emissão forem alcançadas, então cerca de 90% dos lares do mundo vão estar dentro dos padrões de qualidade do ar da OMS”, disse a diretora da OMS para Saúde Pública, Ambiental e Determinantes Sociais da Saúde, Maria Neira.
No Brasil, PNUD apoia projeto de fogão ecológico
Desenvolvida por ONGs parceiras em um projeto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre eficiência e sustentabilidade energética na Caatinga, uma tecnologia social para a construção do fogão ecológico está sendo adaptada à realidade indígena do Cerrado no Mato Grosso do Sul. Ao contrário dos fogões à lenha tradicionais, que levam cimento e ferro na construção, o fogão ecológico utiliza apenas materiais de baixo custo e que podem ser encontrados na própria região, como areia, argila, barro e tijolos de barro.
Esta iniciativa do PNUD faz parte de um programa conjunto com outras agências da ONU cujo objetivo é promover a segurança alimentar e nutricional de mulheres e crianças indígenas no Brasil. Ao todo, o projeto beneficia, direta e indiretamente, cerca de 53 mil indígenas no país. A tecnologia é considerada modelo de sustentabilidade e a intenção é que ela seja usada em outros projetos semelhantes pelo mundo.
Fonte: ONU Brasil
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