quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Regime sírio anuncia 11 mil libertações após anistia de junho


Onze mil pessoas foram libertadas na Síria desde a anistia decretada em junho pelo presidente Bashar Al Assad, indicou nesta terça-feira (11) à AFP Ali Haidar, o ministro de Estado para a Reconciliação Nacional.
Segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), mais de 200.000 pessoas estão nas prisões sírias desde que começou a guerra civil no país, em março de 2011.
Pela primeira vez, esta anistia, a mais importante desde que começou o conflito, segundo o regime, também beneficia os crimes definidos na lei antiterrorismo de julho de 2012, que tinha como objetivo condenar os rebeldes e os que combatem contra o regime.
No entanto, segundo o OSDH, o número de anistiados seria de apenas 7.000 pessoas, enquanto que conhecidos ativistas e defensores dos Direitos Humanos como Khalil Matuk e Mazen Darwiche continuam na prisão.
O conflito na Síria deixou até agora cerca de 195.000 mortos e nove milhões de refugiados.
Cessar-fogo em Aleppo

Também nesta terça, o governo sírio expressou seu interesse no cessar-fogo proposto pela ONU em Aleppo, a segunda maior cidade do país, segundo indicou o enviado Staffan De Mistura.
"Minhas reuniões com o governo e com o presidente (Bashar al) Assad me deram a impressão de que eles estudam muito a sério e ativamente a proposta da ONU", declarou De Mistura durante uma coletiva de imprensa em Damasco.
"Agora esperam (o resultado) dos nossos contatos com as outras partes interessadas, as outras organizações e a população, com as quais discutiremos para garantir o andamento dessa proposta", acrescentou.
O chefe de Estado sírio considerou na segunda-feira que o plano das Nações Unidas "vale a pena ser estudado, e trabalharei para isso (...) para restabelecer a segurança em Aleppo".
Em 30 de outubro, o emissário propôs estabelecer áreas de cessar-fogo para permitir a distribuição de ajuda humanitária neste país devastado por quase quatro anos de guerra.
De Mistura considerou que Aleppo, metrópole do norte e ex-capital econômica do país, poderia ser "um bom candidato" para este tipo de área.
Aleppo está dividida desde julho de 2012 entre bairros controlados pelo regime e áreas sob domínio rebelde.
O enviado da ONU estimou, no entanto, que esta proposta era "um plano de ação e que ainda não há um plano de paz" para o conflito. "Não é um substituto para uma solução política, é um convite para ir nessa direção", acrescentou.
Fonte: G1
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