A Coreia do Norte acusou o presidente dos Estados
Unidos, Barack Obama, de agir como "um macaco numa floresta
tropical", em mais uma crítica pelo lançamento do filme A Entrevista, e
culpou o governo norte-americano pela interrupção da internet no país.
A comédia, que gira em torno de um plano fictício para matar o líder
norte-coreano, Kim Jong-un, foi lançada no Natal, após a estreia ter sido
cancelada pela Sony Pictures devido a um ataque virtual e ameaças.
A decisão de cancelar o lançamento foi fortemente
criticada, inclusive por Obama, sob o argumento de que a liberdade de expressão
estava sob ameaça.
Em comunicado divulgado neste sábado, o
porta-voz da Comissão de Defesa Nacional norte-coreana criticou fortemente os
Estados Unidos pelo "filme desonesto e reacionário que fere a dignidade da
liderança suprema da Coreia do Norte e provoca terrorismo".
Segundo o documento, Obama é "o principal culpado que forçou a
Sony Pictures Entertainment a distribuir indiscriminadamente o filme",
chantageando cinemas nos Estados Unidos.
"Obama é sempre imprudente em palavras e atos, como um macaco
numa floresta tropical."
Pouco tempo depois da divulgação do comunicado,
a internet caiu na Coreia do Norte, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua. O país ficou novamente sem
conexão - o mesmo problema já havia acontecido no início da semana por dois
dias consecutivos - durante duas horas (entre 8h30 e 10h30 de Brasília).
A grande preocupação de Kim Jong-un é que A Entrevista - que apresenta o líder norte-coreano
como um bobo maligno e fracassado - tem sido amplamente visto como engraçado e
perspicaz, disse o correspondente da BBC em Seul, Stephen Evans.
Se ativistas contrabandearem o filme para a Coreia
do Norte em pen-drives, como já fazem com outros filmes, o longa poderá
revelar-se bastante poderoso, disse Evans.
O ataque
A comissão norte-coreana também acusou Washington
de, "sem fundamentos", responsabilizar a Coreia do Norte pelo ataque
virtual à Sony.
Inicialmente, a Sony Pictures havia cancelado a
estreia do filme, após sofrer um ataque cibernético sem precedentes de um grupo
que se autodenomina Guardiões da Paz.
Os hackers que invadiram a Sony também ameaçaram atacar cinemas que
exibissem o filme.
O polêmico filme foi exibido em alguns cinemas dos EUA e na internet.
Centenas de salas independentes se ofereceram para exibir o longa. No entanto,
cinemas maiores decidiram não divulgar a comédia.
Na semana passada, o FBI culpou a Coreia do Norte pelo ataque à
Sony, mas muitos especialistas em segurança cibernética disputaram essa versão.
A Coreia do Norte negou estar por trás do ataque, mas o descreveu
como um "ato justo".
Depois, o país sofreu uma grave interrupção no seu acesso à internet
durante esta semana, que se repetiu neste sábado.
Fonte: BBC Brasil
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