Militantes armados invadiram nesta terça-feira uma escola na cidade de Peshawar, no Afeganistão, e mataram pelo menos 126 pessoas - 84 delas, crianças.
Pelo menos cem dezenas ficaram feridas. Entre os mortos estão ainda professores e um segurança. Segundo informações de autoridades paquistanesas, até o final da manhã ainda havia reféns na escola.
Pervez Khattak, ministro-chefe da província do Khyber, onde fica Peshawar, disse que à agência Reuters que um dos terroristas morreu ao detonar cargas explosivas que carregava no corpo e outro foi morto por soldados.
De acordo com as autoridades, cinco ou seis militantes entraram na escola usando uniformes de segurança. Testemunhas disseram ter ouvido explosões e tiros.
O Talebã reivindicou a autoria do ataque, efetuado em represália às recentes operações do Exército paquistanês na região do Waziristão, próxima a Peshawar. Nas últimas semanas, estima-se que essas ações tenham matado centenas de militantes Talebãs.
"Atacamos a escola porque o exército ataca nossas famílias. Queremos que sinta nossa dor", disse um porta-voz do Talebã à Reuters.
A escola, a Army Public, é administrada pelas Forças Armadas e tem capacidade para 500 alunos. Testemunhas disseram que o ataque ocorreu no auditório principal enquanto algumas turmas assistiam a uma demonstração de primeiros-socorros realizada por soldados.
Um porta-voz do Exército disse que maioria dos estudantes tinha sido evacuada e informou que até meados da manhã soldados ainda buscavam militantes no interios da escola.
Em entrevista ao canal paquistanês Geo TV, um funcionário da escola, Mudassir Awan, disse ter visto seis ou sete homens armados invadirem o estabelecimento.
"Assim que o tiroteio começou, corremos para as salas de aula. Eles estava entrando nas sala e batendo nas crianças", disse Awan.
De acordo com Aamer Ahmed Khan, editor do Serviço Paquistanês da BBC, disse que os estudantes mortos estariam todas na faixa de 15 anos de idade. Os feridos foram levados para o Lady Reading Hospital.
Khan disse ainda que o Talebã no Paquistão ainda não tinha realizado ataques do gênero e que a escala do massacre sugere muita frustração dos militantes com as recentes baixas nas operações do exército.
Fonte: BBC Brasil
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