segunda-feira, 1 de junho de 2015

Cuba saiu de lista da qual nunca devia ter feito parte, diz jornal cubano



“Cuba teve de esperar 33 anos para o simples ato de justiça que foi levado a cabo na sexta (29/05)”, comentou o periódico, acrescentando que nem as transformações geopolíticas ocorridas ao redor do mundo desde 1982 foram suficientes para que as sucessivas administrações norte-americanas se mobilizassem para retirar a ilha da lista negra.


No texto, o veículo cubano afirma que a exclusão da relação era um pré-requisito já esperado para o processo de normalização de relações diplomáticas, anunciadas em 17 de dezembro de 2014 pelos presidentes Barack Obama e Raúl Castro, e ainda ressalta que o Departamento de Estado norte-americano mantém “preocupações e divergências significativas em diversos assuntos” com a ilha.


Apesar de destacar que a saída da lista não implica um alívio do bloqueio econômico, comercial e financeiro a que Cuba está submetida desde o início dos anos 1960, Granma vê na “justa decisão da administração Obama alguns “efeitos positivos”.


“A saída da lista terrorista, com seu efeito simbólico e político, poderá ter certo impacto em nossas operações financeiras externas, dado a mudança de percepção de risco de desenvolver vínculos com Cuba”, estima o jornal.

Fonte: Opera Mundi

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