quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Obama e Hollande exigem que Rússia priorize derrotar o Estado Islâmico


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu homólogo francês, François Hollande, condicionaram ontem a colaboração com a Rússia contra o Estado Islâmico (ISIS, na sigla em inglês) a uma mudança de política do russo Vladimir Putin na Síria. A prioridade de Moscou deve ser derrotar os jihadistas e não defender o regime de Bashar al Assad, como faz agora, segundo Obama e Hollande.
A derrubada de um avião russo por mísseis turcos horas antes da reunião entre Obama e Hollande na Casa Branca serve para lembrar, como se fosse necessário, a complexidade do tabuleiro sírio.
A visita de Hollande a Washington faz parte de um giro em busca de apoio depois dos atentados de 13 de novembro em Paris, que deixaram 130 mortos. Uma de suas propostas é a criação de uma coalizão internacional ampla e única. Hoje, na Síria, competem no mínimo duas: a liderada pelos Estados Unidos e integrada por mais de sessenta países, e a composta pelo regime sírio e seus protetores russos e iranianos. A Turquia é aliada dos Estados Unidos e da França na OTAN. A Rússia, no papel, combate o ISIS, como os Estados Unidos e a França, mas esses países suspeitam que sua intervenção na Síria obedece a outro motivo, salvar o ditador Assad. E Assad é responsável, segundo norte-americanos e franceses, de acender o pavio que desencadeou a guerra civil em 2011 e avivou o terrorismo sunita no Oriente Médio.
Na entrevista coletiva após a reunião de Obama e Hollande, ficou claro que será difícil incluir a Rússia. Ambos assinalaram que é cedo para conseguir isso: os objetivos são diferentes.
“Não queremos excluir ninguém”, disse o presidente francês. Mas acrescentou que, quando se reunir com o presidente Vladimir Putin nesta semana, dirá a ele que a França pode trabalhar com a Rússia contanto que este país concentre os ataques aéreos no Estado Islâmico, e não em grupos moderados. Também exigirá dele um compromisso com uma transição política na Síria que exclua Assad.
Fonte: El País Brasil
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