quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Mercosul abre pontes para acordo com a Aliança do Pacífico


Os chefes de Estados do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela debateram durante a Cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai, os caminhos para fechar novos acordos com parceiros e blocos que sejam estratégicos para o grupo, e assim sair do isolamento em que se encontra. Apesar de a maioria dos presidentes ter apontado como prioridade o pacto com a União Europeia, a aproximação com a Aliança do Pacífico ganhou mais destaque durante o encontro.
O bloco anunciou que fará “uma reunião de alto nível” com o grupo formado pelo Chile, Peru, Colômbia, México e Costa Rica para acertar uma aproximação comercial e “abordar temas de interesse comum”. A data ainda não foi fechada. Durante seu discurso, a presidenta Dilma disse que é muito positiva “a contínua aproximação com a Aliança do Pacifico, com a qual temos muitas complementariedades, e com a qual devíamos estabelecer relações cada vez mais próximas e sólidas”. 
Já há um acordo de serviços do Mercosul com a Colômbia, e um tratado com o Peru e o Chile, embora só o Uruguai tenha firmado efetivamente um pacto com o México. Em outra frente, o Brasil assinou em novembro um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) com o Chile, visando estimular os negócios bilaterais. O país é o sétimo maior investidor no país andino. O volume de capital chileno em terras brasileiras também vem crescendo. Na última década, o fluxo de comércio entre os dois países aumentou 130%, atingindo 9 bilhões de dólares, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A presidenta do Chile, Michel Bachelet, concordou que os grupos possuem metas comuns que podem ser alcançadas como, por exemplo, a cooperação aduaneira. "Nunca vimos a Aliança do Pacífico dando as costas aos países do Atlântico. Acho que temos que buscar a sinergia e as possibilidades de trabalharmos juntos", disse Bachelet.
Hoje, na área de comércio, os números da Aliança do Pacífico superam os do Mercosul. Enquanto o primeiro representa 50% das exportações da região, o segundo tem 37% do comércio exterior.
O bloco discutiu também maneiras de reduzir barreiras para o comércio com a Rússia, Japão, Canadá e Índia, e ampliar o acordo com Cuba aproveitando a abertura das relações comerciais desse país com os Estados Unidos.
Fonte: El País Brasil
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