Maduro e seu governo se preparam "grande tempestade"
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro reconheceu juntamente com seus correligionários que 2016 foi o ano mais difícil para o Governo, ao qual, assediado pelos efeitos da brutal crise de abastecimento e o aumento vertiginoso da inflação, que o discurso oficial atribui a uma “guerra econômica” feita pelo imperialismo para derrubar o chavismo, corresponderá a um período de grande tempestade para o país.
A primeira reação diante da nova situação reproduz velhos gestos dos autoritarismos: aumento da repressão e a a suspensão de eleições que Governo, como apontam todas as pesquisas de opinião, não está em, condições de ganhar. Usando os recursos internacionais que domina, em 2016 pôde se livrar do compromisso de convocar um referendo revocatório requisitado pela oposição e das eleições para prefeitos e governadores que, de acordo com a Constituição, deveriam ter ocorrido no ano passado.
Junto com essas clássicas medidas intimidatórias, o Governo utiliza novos mecanismos de controle social que indicam a modulação das duas maiores preocupações da opinião pública: o acesso aos produtos de primeira necessidade e a insegurança.
No centro desse aumento na gestão da exclusão e clientelismo estão os Comitês Locais de Abastecimento (CLAP), que após uma rápida extinção dos Círculos Bolivarianos, Comunas e Cooperativas, parecem convocados a constituírem-se nas células de base da revolução. Por enquanto, só conseguiram se transformar em sinônimos de uma cesta ou combo de alimentos que o Governo intermitentemente afirma que entrega a mais de cinco milhões de casas. Maduro não escondeu sua intenção de que as todas importações do Estado e a escassa mercadoria privada abasteçam os CLAP, que deveriam se transformar em unidades autárquicas de produção. Na sexta-feira, em um pronunciamento presidencial pela televisão, o oficial responsável pelos comitês, Freddy Bernal, admitiu que se trata de um mecanismo de “proteção da Revolução”.
Fonte: EL País
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