Com
o texto estudado do autor Pio Penna Filho foi possível compreender a integração
econômica de maneira teórica assim como prática.
Primeiramente,
foi necessário compreender a definição do termo apresentado, sendo que foi possível
identifica quatro principais definições, sendo elas referentes à países que
contam com preços iguais de produtos iguais; a eliminação de barreiras
econômicas entre duas ou mais economias; a eliminação de todos os impedimentos
econômicos no comércio contando com uma coordenação geral das economias
integradas e por último a divisão do trabalho em uma região.
Para
compreender as integrações econômicas é necessário levar em consideração que
elas não surgem do nada, mas sim passam por uma evolução até atingir sua forma
plena, sendo assim é possível identificar escalas de desenvolvimento da
integração. As quatro etapas a serem
destacadas dessa evolução são: acordo preferencial de tarifas, união aduaneira,
mercado comum e por fim a união econômica que seria a maneira plena de
integração.
Ao
analisar os obstáculos e os e os fatores de desequilíbrio de uma integração
econômica é possível citar a questão da adesão da população que é extremamente
necessária para que a integração possa ser efetuada, a instabilidade econômica
de um país que impossibilita o alinhamento das economias, o lento processo que
leva para alcançar um bom desenvolvimento, o que por muitas vezes pode
desmotivar os países integrados assim como suas populações, os fatores físicos,
políticos e comportamentais assim como a dificuldade de meios de transportes
que geralmente ocorre em países em desenvolvimento que intensificam os
empecilhos físicos. Há também a questão da falta de distribuição de renda que
impedi um bom mercado consumidor interno.
Uma
importante questão é a relação que há entre as economias menores e as economias
maiores, ambas podem ser beneficiadas com a integração, mas as economias
menores devem ter algo a contribuir com as maiores, ou necessitam receber
investimentos para poderem desenvolve-se.
Em
relação aos benefícios, as integrações regionais contam com uma maior força no
cenário internacional, pois juntas conseguem exercer um poder de pressão
superior ao que teria quando isoladas, a integração também pode trazer a
especialização gerada pela competitividade e um maior contingente de empregos e
maior salários. Na área política as tensões podem ser aliviadas e na cultural o
convívio pode ser melhorado, devido à unificação e ao sentimento de serem parte
de um todo.
Em
suma, ao balancear os malefícios e os benefícios, é sempre possível identificar
a integração como uma maneira de ter mais ganhos do que perdas.
Após
analisarmos a teoria, foi possível também estudarmos três casos práticos de
tentativas de integração na América Latina.
Os
dois primeiros casos foram promovidos pela CEPAL (Comissão Econômica para
América Latina) que incentivou o início da integração com o objetivo de
desenvolver economicamente a região e tentar expandir as indústrias nacionais
para além dos bens primários. Foram criadas então a ALALC(Associação Latino
Americana de Livre Comércio) que ao ser dissolvida deu lugar à ALADI(Associação
Latino Americana de Integração) na América do Sul e México e o MCCA(Mercado
Comum Centro Americano) na América Central, ambas as organizações não tiveram
sucesso da maneira que haviam sido planejadas por diversos motivos, porém foram
úteis no sentido de servir como experiência para as futuras tentativas de
integração que até hoje ocorrem no continente.
Autoria do texto: Priscila Assis.
Texto: PENNA, Pio. Integração Regional: Os Blocos Econômicos nas Relações
Internacionais. Pág. 1 a 19. Disponível em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/B978853522024750005X
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