sábado, 13 de setembro de 2014

Blocos Econômicos: Introdução



Com o texto estudado do autor Pio Penna Filho foi possível compreender a integração econômica de maneira teórica assim como prática.

Primeiramente, foi necessário compreender a definição do termo apresentado, sendo que foi possível identifica quatro principais definições, sendo elas referentes à países que contam com preços iguais de produtos iguais; a eliminação de barreiras econômicas entre duas ou mais economias; a eliminação de todos os impedimentos econômicos no comércio contando com uma coordenação geral das economias integradas e por último a divisão do trabalho em uma região.

Para compreender as integrações econômicas é necessário levar em consideração que elas não surgem do nada, mas sim passam por uma evolução até atingir sua forma plena, sendo assim é possível identificar escalas de desenvolvimento da integração.  As quatro etapas a serem destacadas dessa evolução são: acordo preferencial de tarifas, união aduaneira, mercado comum e por fim a união econômica que seria a maneira plena de integração.

Ao analisar os obstáculos e os e os fatores de desequilíbrio de uma integração econômica é possível citar a questão da adesão da população que é extremamente necessária para que a integração possa ser efetuada, a instabilidade econômica de um país que impossibilita o alinhamento das economias, o lento processo que leva para alcançar um bom desenvolvimento, o que por muitas vezes pode desmotivar os países integrados assim como suas populações, os fatores físicos, políticos e comportamentais assim como a dificuldade de meios de transportes que geralmente ocorre em países em desenvolvimento que intensificam os empecilhos físicos. Há também a questão da falta de distribuição de renda que impedi um bom mercado consumidor interno.

Uma importante questão é a relação que há entre as economias menores e as economias maiores, ambas podem ser beneficiadas com a integração, mas as economias menores devem ter algo a contribuir com as maiores, ou necessitam receber investimentos para poderem desenvolve-se.

Em relação aos benefícios, as integrações regionais contam com uma maior força no cenário internacional, pois juntas conseguem exercer um poder de pressão superior ao que teria quando isoladas, a integração também pode trazer a especialização gerada pela competitividade e um maior contingente de empregos e maior salários. Na área política as tensões podem ser aliviadas e na cultural o convívio pode ser melhorado, devido à unificação e ao sentimento de serem parte de um todo.

Em suma, ao balancear os malefícios e os benefícios, é sempre possível identificar a integração como uma maneira de ter mais ganhos do que perdas.
Após analisarmos a teoria, foi possível também estudarmos três casos práticos de tentativas de integração na América Latina.

Os dois primeiros casos foram promovidos pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina) que incentivou o início da integração com o objetivo de desenvolver economicamente a região e tentar expandir as indústrias nacionais para além dos bens primários. Foram criadas então a ALALC(Associação Latino Americana de Livre Comércio) que ao ser dissolvida deu lugar à ALADI(Associação Latino Americana de Integração) na América do Sul e México e o MCCA(Mercado Comum Centro Americano) na América Central, ambas as organizações não tiveram sucesso da maneira que haviam sido planejadas por diversos motivos, porém foram úteis no sentido de servir como experiência para as futuras tentativas de integração que até hoje ocorrem no continente.

Autoria do texto: Priscila Assis.

Texto: PENNA, Pio. Integração Regional: Os Blocos Econômicos nas Relações Internacionais. Pág. 1 a 19. Disponível em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/B978853522024750005X >
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