segunda-feira, 17 de julho de 2017

OPEP não consegue limitar a oferta de petróleo


A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) adotou desde novembro uma política de restrição à oferta do petróleo, na esperança de impulsionar uma recuperação do preço do produto, que vinha batendo recordes negativos. O preço permanece estagnado na faixa dos 45 a 50 dólares, e o corte não vem sendo feito conforme o previsto – em junho, a produção do bloco subiu pelo terceiro mês consecutivo.
boletim mensal da OPEP revela um aumento de 1,2% na oferta de petróleo bruto dos países integrantes, o que representa 394.000 barris a mais do que a produção de maio. Chama a atenção que nem a própria Arábia Saudita, líder indiscutível da OPEP e principal defensora dos cortes, conseguiu seguir sua política e, pela primeira vez desde início das restrições, produziu acima dos seus objetivos.
 O motivo do excesso de oferta não é apenas a comercialização forte do petróleo de xisto nos Estados Unidos, já que países como Líbia e Nigéria também aumentaram substancialmente sua capacidade. Ambos são membros da OPEP, mas, devido à situação política muito estável que atravessam, estão por enquanto isentos dos cortes que afetam os demais membros do clube de exportadores. Outro fator que contribui para o baixo preço do petróleo é a demanda dos países asiáticos, inferior à prevista.
O relatório sustenta que os preços atuais abaixo dos 50 dólares limitarão o nível de investimentos e de perfurações no próximo ano. “Apesar desses fatos, esperamos para 2018 uma tendência ligeiramente de alta”, acrescenta o boletim.


Fonte:https://brasil.elpais.com/brasil/2017/07/12/economia/1499883289_731770.html
-