A Organização das Nações
Unidas (ONU) divulgou, nesta segunda-feira, durante o Fórum Político de Alto
Nível, o relatório anual sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(OBS). Baseando-se nos últimos dados disponíveis sobre os indicadores
selecionados, o Relatório ODS 2017 foi elaborado pelo Departamento de Assuntos
Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA), tendo contribuições de um grande
número de organizações internacionais e regionais. O documento fornece uma
visão geral dos esforços de implementação do mundo até o momento, destacando
áreas de progresso e áreas onde mais ações precisam ser tomadas para garantir
que ninguém seja deixado para trás.
Enquanto quase 1 bilhão de
pessoas escaparam da pobreza extrema desde 1999, cerca de 767 milhões de
pessoas permaneceram nessa situação em 2013, a maioria vivendo em situações de
vulnerabilidade.
Apesar dos grandes
avanços, em 2016, 115 milhões de crianças menores de cinco anos ainda são
afetadas pela desnutrição.
Entre 2000 e 2015, o
índice global de mortalidade materna diminuiu 37% e a taxa de mortalidade de
menores de cinco anos caiu em 44%. No entanto, 303 mil mulheres morreram
durante a gravidez ou parto e 5,9 milhões de crianças menores de cinco anos
morreram em todo o mundo em 2015.
Na área da energia
sustentável, enquanto o acesso a combustíveis e a tecnologias para cozinhar aumentou
para 57% em 2014, em relação a 50% em 2000, mais de 3 bilhões de pessoas ainda
não tinham este acesso, o que levou a cerca de 4,3 milhões de mortes em 2012.
De 2015 a 2016, a
assistência oficial ao desenvolvimento aumentou 8,9% em termos reais, para 142,6
bilhões de dólares, alcançando um novo recorde. A ajuda bilateral aos países
menos desenvolvidos, no entanto, caiu 3,9% em termos reais.
Os benefícios do
desenvolvimento não são igualmente compartilhados. Em média, as mulheres passaram
quase o triplo da quantidade de tempo no trabalho doméstico e no trabalho não
remunerado, em relação aos homens, segundo os dados de 2010 a 2016.
As perdas econômicas
advindas de riscos naturais agora atingem uma média de 250 bilhões a 300 bilhões
de dólares por ano, com um impacto desproporcional nos países pequenos e
vulneráveis.
Apesar de a taxa de
desemprego global cair de 6,1% em 2010 para 5,7% em 2016, os jovens eram quase
três vezes mais propensos do que os adultos a estar sem emprego. Em 2015, 85%
da população urbana usava serviços de água potável administrados de forma
segura, em comparação com apenas 55% da população rural.
Com os resultados do
relatório, a ONU pretende utilizar os seus esforços para solucionar os
problemas encontrados nos países que indicaram mais problemáticas.
Fonte:https://nacoesunidas.org/relatorio-da-onu-pede-esforcos-acelerados-para-alcancar-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel/
