sábado, 7 de setembro de 2013

Organização de Cooperação de Shangai, 2º bloco

Fechando o bloco sobre a OCS, segue o resumo da reunião do dia 16/08/2013, cujo texto foi apresentado pelo aluno Paulo Bittencourt.


Resumo da reunião de estudos do texto: Cooperação e Poder: A Organização de Cooperação de Shangai como expressão da política externa chinesa para a Ásia Central, de Andréa Freire Lucena e Helder Paulo Machado Silva. (p. 75-96)

Mariana Garcia Verardo Campos1

O texto apresenta um enfoque especial na China, apresentando a aliança de cooperação e poder que essa organização representa na Ásia Central. Sendo assim, sobre a política externa chinesa é possível afirmar que após o término da II Guerra Mundial, o núcleo das Relações Internacionais se deslocou dos Estados Unidos da América, com a emergência de novas potências na Guerra Fria. Com o final da mesma, a dualidade do poder foi suplantada por novos estados, de modo que a Europa surge como União Européia e as antigas nações.
Neste novo cenário, destaca-se a emergência da China, mostrando-se um ator de peso em todas as esferas e ainda realizando negociações com a Coréia acerca de segurança e aparato nuclear.
Colocando a visão realista em foco, torna-se possível perceber a disputa de interesses nesse cenário, onde os Estados são os maiores atores e devem aliar seus desejos com aquilo que o cenário internacional tem a oferecer.
Nesse contexto, a China busca uma coexistência pacífica, baseando-se na integridade e soberania dos Estados. Seu programa de "reforma" (imposta por Mao Tsé-Tung em forma de revolução ideológica) não permitiria que a ordem vigente fosse aceita, causando o isolamento da China, uma vez que não aderisse nem à Rússia ou os EUA.
Assim, em 1982, com a queda do muro de Berlim, a China fica temerosa pela possibilidade de ser danificada , e assim o projeto de "reforma" chega ao fim. Esta "nova China" busca atender as demandas da população, mas ainda permanecer com o poder centralizado, focando na segurança e mercado. Para tal, apresenta o princípio da integridade territorial, que visa combater os três males: separatismo, extremismo religioso e terrorismo. Já a outra esfera de ação foca-se na busca de recursos energéticos, realização de investimentos infra-estruturais e na produção externa.
Finalmente, a OCS pode ser dividida em Estado forte (Rússia e China) e Estado fraco (o restante) que acredita que o ocidente seja uma ameaça a soberania dos países membros.
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Nota:

1 Graduanda do curso de Relações Internacionais na Unesp-FFC Marília e membro efetivo do Grupo de Estudos e Pesquisas em Organizações Internacionais (http://plsql1.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=6120166601512351)


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