Resumo da reunião de estudos do texto: Cooperação e Poder: A Organização de Cooperação de Shangai como expressão da política externa chinesa para a Ásia Central, de Andréa Freire Lucena e Helder Paulo Machado Silva. (p. 75-96)
Mariana Garcia Verardo Campos1
O texto apresenta um enfoque especial na China, apresentando
a aliança de cooperação e poder que essa organização representa na Ásia
Central. Sendo assim, sobre a política externa chinesa é possível afirmar que
após o término da II Guerra Mundial, o núcleo das Relações Internacionais se
deslocou dos Estados Unidos da América, com a emergência de novas potências na
Guerra Fria. Com o final da mesma, a dualidade do poder foi suplantada por
novos estados, de modo que a Europa surge como União Européia e as antigas
nações.
Neste novo cenário, destaca-se a emergência da China,
mostrando-se um ator de peso em todas as esferas e ainda realizando negociações
com a Coréia acerca de segurança e aparato nuclear.
Colocando a visão realista em foco, torna-se possível
perceber a disputa de interesses nesse cenário, onde os Estados são os maiores
atores e devem aliar seus desejos com aquilo que o cenário internacional tem a
oferecer.
Nesse contexto, a China busca uma coexistência pacífica,
baseando-se na integridade e soberania dos Estados. Seu programa de
"reforma" (imposta por Mao Tsé-Tung em forma de revolução ideológica)
não permitiria que a ordem vigente fosse aceita, causando o isolamento da
China, uma vez que não aderisse nem à Rússia ou os EUA.
Assim, em 1982, com a queda do muro de Berlim, a China fica
temerosa pela possibilidade de ser danificada , e assim o projeto de "reforma"
chega ao fim. Esta "nova China" busca atender as demandas da
população, mas ainda permanecer com o poder centralizado, focando na segurança
e mercado. Para tal, apresenta o princípio da integridade territorial, que visa
combater os três males: separatismo, extremismo religioso e terrorismo. Já a
outra esfera de ação foca-se na busca de recursos energéticos, realização de
investimentos infra-estruturais e na produção externa.
Finalmente, a OCS pode ser dividida em Estado forte (Rússia
e China) e Estado fraco (o restante) que acredita que o ocidente seja uma
ameaça a soberania dos países membros.
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Nota:
Nota:
1 Graduanda
do curso de Relações Internacionais na Unesp-FFC Marília e membro
efetivo do Grupo de Estudos e Pesquisas em Organizações Internacionais (http://plsql1.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=6120166601512351)